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Jerry Lee Lewis


Jerry Lee Lewis nasceu em 1935, em Louisiana, de uma família apreciadora de música, e desde cedo esteve influenciado por música evangélica e country.

Aos oito anos ele já revelava talento para a música. Seus pais, então, hipotecaram a casa para comprar-lhe um piano, como resultado eles acabaram perdendo o imóvel por não pagar as prestações.
A grande virada musical ocorreu na adolescência, quando conheceu e se apaixonou pelo blues. Jerry passou a dormir durante as aulas porque passava as noites em inferninhos escutando música negra. Com medo que Jerry caísse na delinqüência, seus pais o mandaram para um colégio religioso, de onde foi expulso em menos de um ano porque verteu o hino "My God Is Real” em uma versão boogie-woogie.

Em 1955, Jerry Lee gravou duas músicas para uma rádio local, I don't Hurt Anymore e If I Ever Needed You I Need You Now, ambas as versões aceleradas de clássicos de blues-country. As músicas viraram hits locais da noite para o dia, o que chamou a atenção de Sam Philips, dono da Sun Records, que procurava artistas brancos capazes de domesticar e vender a música negra. Sam Philips foi o responsável pela descoberta também de Elvis Presley. No final de 1956, Jerry Lee grava seu primeiro single pelo selo Sun: Crazy Arms / End Of The Road, fazendo um relativo sucesso local.

Após alguns meses de pequenos hits, a explosão ocorreu com o lançamento da visceral Whole Lotta Shaking Going On, cuja letra, um tanto quanto avançada, chocou os mais puritanos e acertou em cheio nos jovens norte-americanos. Logo seguida lança Great Balls Of Fire, Breathless e High School Confidential, que tornaram-se sucessos extraordinários de vendas. Faz uma aparição no Steve Allen Show e fica conhecido nacionalmente.

Entitulava-se "The Killer" (o matador) e no palco era um ciclone martelando furiosamente as teclas do piano (que no auge de alguns desvarios era incendiado). Em sua vida pessoal fazia jus à fama de durão envolvendo-se em brigas freqüentes.

Lewis prosseguiu com relativo sucesso lançando um ou outro hit até meados de 1958. Sua curta carreira foi abalada quando, naquele mesmo ano, ele resolveu levar sua esposa de 13 anos, Myra Gale Brown, para uma temporada na Inglaterra. Detalhe: Myra era sua prima e ele ainda estava oficialmente casado com outra mulher. Quando a imprensa inglesa descobriu o fato o alarde foi grande, causando tamanha publicidade negativa que acabou levando a carreira do incendiário pianista por água a baixo. A tragédia se completou dois anos depois, quando o filho de dois anos do casal morreu afogado na piscina de casa.

Após um longo período de ostracismo em meados da década de 60, Lewis começou a voltar à ativa dando mais ênfase ao lado country de seu estilo. Em 1961, "What’d I Say" chegou a entrar nas paradas norte-americanas e britânicas e, dois anos mais tarde, ele assinaria um contrato com a Mercury. Sua imagem nos anos seguintes foi bastante desgastada por freqüentes escândalos envolvendo espancamento de suas mulheres, morte de seus dois filhos em um acidente de carro, problemas com alcoolismo e diversas operações no estômago. No palco, porém continuava apresentando a mesma performance explosiva, apesar dos problemas pessoais e idade.

Em 1985 chegou a ficar em coma e teve de ter seu estômago extirpado em virtude de uma úlcera que nunca se curou.

Em 1989 voltou a ser sucesso com o lançamento do filme Great Balls Of Fire/A fera do Rock. Um bom filme sobre a história de Jerry Lee e do próprio Rock.

Em 1993, o Killer passou pelo Brasil. Completamente bêbado no Jô Soares Onze e Meia, não conseguiu nem dar entrevista, apenas sentou-se no piano e martelou Whole Lotta Shakin Goin On. Histórico. Tocou no Palace durante meia-hora, depois, bêbado, encheu-se e foi embora para desespero do público paulistano.

Em 1996 sofreu o seu terceiro ataque cardíaco, mas continuou tocando como antes.

Atualmente, está em turnê pelos Estados Unidos. Em suas próprias palavras: "Há apenas um Jerry Lee Lewis e isto aqui vai ser um mundo muito triste quando eu tiver morrido".


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