Creedence Clearwater Revival
O Creedence Clearwater Revival tem seu embrião na banda
Blue Velvets, formada por Tom Fogerty no final dos anos 50,
em El Cerrito, subúrbio de São Francisco, Califórnia.
Em meados da década de 60, o grupo foi rebatizado (The
Golliwogs) e passou a contar com o irmão mais novo
de Tom na formação: John Fogerty. A garotada
conseguiu um contrato com o selo Fantasy, mas seus primeiros
singles foram totalmente ignorados.
A banda só encontraria o nome e a "cara"
do som que o consagraria em 1967, quando John assumiu o comando
e os vocais, deixando o irmão mais velho encarregado
apenas da guitarra-base. Além das composicões
do novo lider, o primeiro álbum - Creedence Clearwater
Revival (1968) - trazia covers longos e fulminantes de clássicos
dos anos 50 como "I Put a Spell on You" (de Screamin'
Jay Hawkins) e"Suzie Q." (Dale Hawkins). Esta úItima
deu ao grupo não só seu primeiro hit, como forneceu
a forte levada rítmica que seria repetida em quase
todo o repertório do Creedence e se tornaria uma de
suas marcas-registradas, junto com a áspera rouquidão
de John Fogerty.
Apesar de sua origem californiana, a banda especializou-se
em cantar sobre a cultura da pantanosa Louisianna, o Bayou
Country que daria titulo a um de seus álbuns. Era o
caso do segundo hit, "Proud Mary" (1969) - não
uma mulher e sim uma das tradicionais barcas a vapor que viajavam
pelo Mississippi, saindo de New Orleans. Com o estouro mundial
do compacto, o grupo entraria em seu apogeu, desfiando durante
dois anos uma série de hits clássicos: "Bad
Moon Rising", "Green River", "Down On
The Corner", "Travellin' Band", "Who'll
Stop The Rain", "Up Around The Bend" e "Lookin'
Out My Back Door".
Com o tempo, o domínio exercido por John Fogerty (que
acumulava, no estúdio, a função de produtor)
passou a incomodar os outros integrantes. Seu irmão
Tom foi o primeiro a abandonar o grupo, reduzindo-o a um trio
em 1971. Para evitar a desintegração do Creedence,
John permitiu ao baixista Stu Cook e ao baterista Doug Clifford
proporções iguais de contribuição
vocal e autoral no álbum Mardi Gras (1972). Isso, porém,
comprometeu seriamente a qualidade do disco, que acabou sendo
o último trabalho da banda. Dos quatro membros originais,
apenas John Fogerty conseguiu - ainda que erraticamente -
desenvolver uma carreira solo expressiva após a dissolução
do Creedence Clearwater Revival. Em 1990, a morte de Tom Fogerty,
de Aids, sepultou definitivamente as esperanças de
uma reunião do quarteto original.
Surpreendentemente, em 1997, Stu e Doug resolveram ressuscitar
o grupo com músicos contratados. Mesmo obrigados a
alterar o nome da banda para Creedence Clearwater Revisited,
a banda lançou um disco ao vivo e excursionou por várias
capitais do mundo, inclusive por São Paulo, por mais
de uma vez. Enquanto isso, John excursiona sozinho como a
"reserva" do Creendece, com dignidade e muita lenha
para queimar.